quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Pro dia nascer feliz", de João Jardim (2006).

Um filme documentário vencedor de 9 prêmios, que estampa a situação sócio educacional brasileira.

E ainda mais, mostra a escola que adquiriu várias facetas ao longo dos anos.

Atualmente acabaram-se os castigos “pré-históricos” como ficar ajoelhados no milho.Hoje com a progressão continuada o estado visa menos gastos com alunos repetentes e com certeza menos evasão escolar (de acordo com as estatísticas dos anos anteriores).Por um outro lado a escola pública adquiriu um papel mais banalizado e devido a isso grande maioria não é valorizada.

O problema do bullying colabora com isso pois é bem freqüente em grande parte de escolas públicas do estado pois os alunos estão expostos e muitos deles acostumados com drogas e violência diariamente.

Outros problemas então tomam conta da escola prejudicando seriamente a aprendizagem dos alunos que “gritam” e chamam a atenção de qualquer forma abrindo a mão de aprender, mas não de ir à escola. Nem que seja para ver os colegas, ou até mesmo desacreditados, refugiar de suas casas.

E quanto aos professores?

Muitos não estão preparados diante de tantas situações precárias.

A solução que enxergam então na busca diária por didáticas é, se encorajar nos alunos que são resgatados pela vontade de aprender e estudar, adquirindo objetivos, sonhos e o principal, acreditando. Claro que uma aprendizagem fora da escola através de centros culturais, ongs e associações impulsionam também sendo um auxílio significativo diante de problemas que a escola do estado tenta resolver.

Entretanto independente de classe social,todos têm problemas e pendências pessoais em casa, ou nas ruas que refletem na realidade escolar ou na própria realidade da vida que cada um constrói, como relata o documentário(“pro dia nascer feliz”) que mostra realidades de escolas de diferentes classes sociais. A necessidade de educar então vem à tona, mas para isso é necessário também se doar para passar algo à frente, um aprendizado que seja, ou compartilhar informações,relação de afeto e proximidade, se auto educar, ampliar modos de mediar, quebrando paradigmas, não cito aqui uma educação dada por parte dos professores apenas, mas de uma equipe que faz parte da vida do indivíduo, pais, família, amigos, escola, comunidade, que mesmo sem previsão de resultados quando trabalhados em sintonia aumentam maiores possibilidades de obter bons efeitos em relação ao papel na sociedade como indivíduo, pois como uma vez foi dito: ”Educar é preparar para a vida, é oferecer várias ferramentas para que a pessoa possa escolher dentre muitos caminhos” (Kami,1991,125).